Existe solidão na metrópole paulistana. Apesar dos seus mais de 22 milhões de seres humanos entrecruzando-se, principalmente, por ruas e avenidas envoltos em carcaças metálicas motorizadas, numa cidade em que nunca dorme, há sim solidão, muita solidão, formando um mar de solidão, inclusive isso forma parte do título de um dos livros do escritor paulistano Vitor Miranda publicado pela editora Giostri.
No livro Num mar de solidão temos vários relatos de um integrante dessa solidão. A narrativa é dura, seca e bate direto no estômago. Sem meias palavras ou eufemismos, o narrador-personagem, ele mesmo um ser solitário, por meio de crônicas de pequena extensão leva o leitor a percorrer a sua história de vida tendo como pano de fundo a metrópole paulista.
Numa enorme cidade em que o encontro entre pessoas nas vias materiais e imateriais, como as redes sociais, é muito frequente, a grande parte dessas pessoas são solitárias. Aqui o leitor poderá achar até controverso essa situação, mas a ideia de solidão trazida pelo livro está bem longe da definição clássica de que solidão é "estar sozinho".
É interessantíssimo a forma nua e crua como o autor escreve, bem como as suas experiências que são muitas para um jovem de apenas vinte e poucos anos. Numa das orelhas do livro, há um pequeno texto informando que o autor desistiu do curso universitário de comércio exterior para fazer teatro e pelo jeito também escrever, pois há outros livros dele por aí. Sorte a nossa que ganhamos um escritor de escrita ágil, ácida e que consegue nos fazer refletir em relação a aspectos que observamos cotidianamente, mas que não fazemos, pois numa cidade que nunca dorme e o tempo é dinheiro, as reflexões advindas da observação e da experiência não são prioridade.
Numa enorme cidade em que o encontro entre pessoas nas vias materiais e imateriais, como as redes sociais, é muito frequente, a grande parte dessas pessoas são solitárias. Aqui o leitor poderá achar até controverso essa situação, mas a ideia de solidão trazida pelo livro está bem longe da definição clássica de que solidão é "estar sozinho".
É interessantíssimo a forma nua e crua como o autor escreve, bem como as suas experiências que são muitas para um jovem de apenas vinte e poucos anos. Numa das orelhas do livro, há um pequeno texto informando que o autor desistiu do curso universitário de comércio exterior para fazer teatro e pelo jeito também escrever, pois há outros livros dele por aí. Sorte a nossa que ganhamos um escritor de escrita ágil, ácida e que consegue nos fazer refletir em relação a aspectos que observamos cotidianamente, mas que não fazemos, pois numa cidade que nunca dorme e o tempo é dinheiro, as reflexões advindas da observação e da experiência não são prioridade.
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