segunda-feira, 11 de março de 2024

Uma reflexão sobre a vida partindo de um adultério

O romance Adultério publicado em 2014 pela Sextante foi o primeiro livro que nós lemos do premiado escritor Paulo Coelho, que no Brasil parece-nos que há mais críticos do que adoradores em relação às suas obras.

O livro narra a vida de Linda, jornalista que vive muito bem em Genebra com o seu marido e os seus dois filhos. É uma jornalista bem-sucedida. Tem um bom salário, tem saúde, mora bem, tem filhos amáveis e um esposo bem fiel e leal, porém, tudo isso que poderia ser algo que trouxesse alegria e prazer para uma pessoa, se torna um fardo para Linda que não vê mais graça na vida e no casamento até que por conta da sua profissão, recebe a missão de entrevista o primeiro-ministro da Suíça.

Ao encontrá-lo, se vê apaixonada pelo ex-amigo de escola que agora está, além de bonito, poderoso pelo alto e importante cargo político que ocupa. Dali em diante, o que vemos é uma história de idas e vindas com o Jacob, o primeiro-ministro. O adultério é visto por Linda como uma forma de dar um rumo à sua vida, um novo caminho levando-a novamente ao prazer de viver, embora o custo emocional seja altíssimo.

Observamos que o estilo do escritor Paulo Coelho foi inserir na narrativa pitadas de auto-ajuda, filosofia e reflexões acerca da vida o que deixou o livro muito mais interessante do que uma simples história de traição. O ato de Linda provoca nela reflexões sobre o que é a vida conseguindo provocar de certa forma no leitor também essa reflexão.

Além desse ponto positivo, destacamos também a descrição das cenas de sexo explícito, algo que o "mago" não costuma escrever em seus livros, além da descrição muito bem precisa sobre como que é a vida na Suíça (vale lembrar que o escritor mora no país faz muito tempo).

Como primeira leitura do escritor gostamos muito e estamos ansiosos para conhecer as outras obras dele.

terça-feira, 11 de abril de 2023

As mudanças que o câncer provoca na vida de uma pessoa

O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein escreveu o livro Os melhores últimos dias da minha vida em parceria com a sua mulher, Anna Penido. O título aparentemente pode ser entendido como um paradoxo, já que nele o jornalista narra os seus últimos dias de vida por conta de um câncer agressivo que começou no pâncreas e se alastrou para o fígado e para os pulmões. Como o protagonista pode ter tido os melhores dias da sua vida numa situação dessas?

O leitor vai descobrir que mesmo o narrador estando prestes a morrer (o seu quadro de saúde era incurável) enxergava aqueles últimos dias como os melhores da sua existência e olha que ele tinha tido nos últimos anos, aos olhos das pessoas, uma vida muito interessante.

Dimenstein morou em Nova York e em Londres. Trabalhou para a Folha de São Paulo. Escreveu livros e ganhou importantes prêmios. Só isso já bastava para que a sua vida fosse recheada de excelentes momentos, porém, logo nas primeiras páginas o leitor descobrirá que embora fosse um jornalista e escritor bem sucedido, ele era, em suas palavras, um analfabeto em relação ao sentimento e ao afeto para com os outros. Fora isso, era uma pessoa viciada em trabalho e muito ansioso, o que tornava alheio as pessoas que estavam ao seu redor e que necessitavam de sua atenção, como a sua mulher e os seus filhos.

A chegada do câncer provocou uma ressignificação da vida do jornalista que passou a ter uma sensibilidade maior em relação ao que estava acontecendo ao seu lado e também as pessoas que estavam ao seu lado. Passou a valorizar os pequenos detalhes que uma vida é recheada: o vento beijando a face quando andava de bicicleta; o recebimento de um chá quentinho; a cama quentinha e espaçosa; o jardim em frente a sua casa (nunca o havia contemplado); os pássaros e os seus cantos atraídos pelo jardim; e principalmente, os abraços e os afetos que recebeu de várias pessoas.

Trata-se de um livro de amor à vida e jamais um livro melancólico e de auto-ajuda. É um livro que nos faz refletir sobre a quão bela é uma vida e o quanto ela se torna surpreendente e rica quando passamos a valorizar os seus mínimos detalhes. 

Após a leitura fica a lição de que nós podemos (basta querer, basta fazemos um exercício diário) comemorar e agradecer diariamente tudo o que temos, desde as coisas mais naturais e aparentemente simples, como respirar, escutar o canto dos pássaros, apreciar um banho quentinho, uma cama e um travesseiro gostoso... não precisamos apenas comemorar as grandes conquistas, pois a vida está mais recheada de pequenas conquistas do que grandes. Essas acontecem, mas com uma frequência menor (quantas vezes você troca de emprego para ganhar mais? Quantas vezes se casou? Quantas vezes trocou de carro? Quantas vezes fechou um grande contrato? Quantas vezes terminou uma graduação ou pós-graduação?).

Não espere as grandes conquistas para valorizar a vida. Comece hoje com o que você tem e o que chega até você, pois se por acaso você um dia ter um câncer em que não poderá mais caminhar, tomar um banho sozinho, dormir tranquilo e comer o que quiser, terminará os seus dias satisfeito e em paz e não precisará se lastimar por ter descoberto o prazer dessas pequenas coisas nos últimos dias da sua existência.

domingo, 25 de dezembro de 2022

Um jardim diferente

O que você espera encontrar em um jardim? Não temos dúvidas que ao ouvir a palavra "jardim" você logo imagina um local calmo, gramado e florido cuja beleza salta a vista. O sentimento mais premente que um jardim provoca é o de paz, mas o livro "O jardim dos pesadelos", obra de estreia do jovem escritor paulista Rick Testa vem subverter o termo.


Trata-se de um livro fininho, com pouco mais de 70 páginas que traz um total de seis contos do mais genuíno terror. Os leitores que aprenderam a gostar desse gênero literário lendo Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft, Clive Barker e Stephen King vão encontrar nas histórias muito bem construídas por Testa o mesmo incômodo, a mesma apreensão e o mesmo medo (ah esse sentimento que adoramos ao ler uma boa história de terror) que nas histórias desses mestres citados acima.

Das histórias presentes no livro, destacamos duas: "Pesadelo rastejante"e "A fábrica de manequins". O primeiro conta uma expedição realizada no interior da Floresta Amazônica e o encontro com uma espécie de serpente que não é comumente encontrada por aí e quando a gente encontra algo que a ciência desconhece e não sabe lidar, coisas inesperadas acontecem.

Já o segundo narra a visita de uma corretora imobiliária em uma grande fábrica abandonada em uma cidade (na sua cidade deve ter uma assim, também, não é?) cujo proprietário falecera em um escritório dentro dela. A corretora vai caminhando por entre os corredores da grande construção em que eram fabricados manequins até ter um encontro inesperado que vai mudar a sua existência.

O talento demonstrado por Testa em tão poucos contos nos enche de esperança de que está chegando na cena literária nacional um grande escritor de literatura fantástica e pelo que nós verificamos em suas redes sociais, para a alegria de quem gosta de uma boa história, mais histórias (e por que não, livros?) estão vindo por aí.

O livro pode ser encontrado na Amazon no formato digital ou físico, na loja da editora Viseu ou diretamente com o escritor que ainda envia um marcador de páginas exclusivo do livro.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

A descoberta de uma vida de glamour e de luxo por uma pobre paulistana

O escritor Marcos Rey, mais reconhecido pela sua produção voltada para o público infantojuvenil, também tem uma grande produção de livros para o público adulto.

O livro Café na Cama é um romance adulto lançado em 1960. Como praticamente todos os livros do escritor esse não foi diferente: a história se passa todinha na cidade de São Paulo e acompanha a trajetória de Norma Simone, uma garota que vive com a família humilde num dos subúrbios da cidade de São Paulo, mais precisamente na Vila Carrão. 

Com a morte do pai da protagonista, o tio dela, irmão do finado pai, preocupado com as condições financeiras da família, leva a garota até o centro da cidade para que ela conseguisse um emprego numa loja. Ao começar a trabalhar numa loja de departamentos, na sessão da perfumaria, Norma faz amizade com Magda que vai lhe apresentar uma cidade que Norma até então desconhecia: o mundo das boates com as suas bebidas (gim e uísque) frequentada por pessoas ricas, de sobrenome pomposos, artistas, herdeiros de grandes fortunas e playboys em busca de garotas para satisfazerem os seus desejos.

Norma passa a gostar das festanças e a frequentar esses locais com mais frequência para estar no meio de gente da soçaite (como escreve Marcos Rey) e descolar um casamento, mas o que ela vê é que na noite paulistana e no meio de gente rica, os rapazes só se aproximam por diversão.

A moça verifica que para estar nesse meio vai precisar de muito dinheiro para a compra de vestidos, bebidas, perfumes, enfim, todo o aparato para que a sua beleza, que era o seu principal atributo, realçasse ainda mais. Mas como que manteria aquela vida com o seu mirrado ordenado como vendedora?

Nesse ponto da história é que Norma passa a trabalhar como modelo fotográfico para anúncios de produtos e entre uma cena e outra lhe é apresentada para Dona Zulmira, uma senhora acima de qualquer suspeita que faz do seu apartamento um local em que reúne belas moças para atenderem os homens endinheirados, na sua maioria, da metrópole. Ali Norma passa a se chamar Sandra.

A beleza de Sandra chamava a atenção de vários homens, a maioria deles falidos que viviam de algum dinheiro emprestado ou de atividades suspeitas. Sandra de vez em quando se envolvia com alguns deles esperando um casamento que lhe daria condições de ajudar a sua família (mãe, um irmão e uma irmã) e que lhe possibilitasse sempre estar nesse mundo do glamour e do luxo, mas Sandra somente encontra aproveitadores.

Em um dia de chuva e escondida sob a marquise de um prédio, a beleza de Sandra chama a atenção de um rapaz que trabalha na rádio Ipiranga e a leva para dentro do prédio. Ali ela faz um teste e começa a sua vida de atriz de radionovelas até atingir entre idas e vindas o ápice na carreira como atriz de cinema. O nome de Sandra dá lugar ao de Sylvana Rios, como passa a ser chamada e conhecida pelo grande público.

A história do livro se passa na São Paulo de 1950 e 1960, uma cidade e uma época que o escritor Marcos Rey conheceu bem, por ser alguém boêmio e frequentador de várias boates que fizeram sucesso na época e por ter contato com os tipos que frequentavam esses locais. Rey em várias entrevistas e inclusive na sua autobiografia já confirmou várias vezes que os seus personagens, as tramas e os cenários eram retirados desse lugares.

O livro traz várias características de uma cidade que não existe mais em que pipocavam boates como a Lord na Avenida São João, a Oásis no Edifício Ester (República) e a Excelsior na Avenida Ipiranga. Dessa época, nas décadas de 1950 e 1960, havia os cinemas de rua e a efervescência do TBC - Teatro Brasileiro de Comédia. Nos bares e boates a música que era mais tocada eram os boleros, principalmente de Gregorio Barrios.

Nas ruas desfilavam carros belíssimos. Viajar para Buenos Aires era algo de uma meia dúzia de privilegiados. Ter uma vitrola e uma coleção de LP's também era para poucos afortunados. Era um tempo em que o rádio tinha muito mais importância que a televisão que estava ainda chegando ao Brasil. Trabalhar numa rádio era sinônimo de status e ser atriz ou ator numa rádio novela equivalia a trabalhar em Hollywood.

Todas essas características de uma São Paulo de outrora é trazida pelo livro de Marcos Rey. Trata-se de um romance gostoso de ler e que nos prende a atenção para saber o que vai desenrolar a respeito da personagem principal. A cada homem que se aproxima dela paira um suspense que também leva-nos a ficar presos na história para descobrirmos as reais intenções e o que faziam da vida para manterem aparentemente uma vida de luxo e de ostentação.

Vale lembrar que o livro deu origem ao filme de mesmo nome lançado em 1973 e que contou com o roteiro de Marcos Rey e artistas renomados como Agildo Ribeiro, Marta Moyano, Rubens de Falco, Mário Lago, Neuza Amaral, Tião Macalé entre outros.



A personagem Sylvana Rios, em um dos capítulos do livro, faz enorme sucesso entre o público quando seguindo os conselhos de um diretor da rádio Ipiranga, faz uma mecha branca em seu cabelo. Marcos Rey fez referência, no livro, a atriz Neuza Amaral que tinha uma mecha branca e que inclusive trabalha no filme.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

A história de uma família

O livro Azul Azul Azul e uma Nuvem Branca é o segundo romance da escritora paulistana Fernanda Cangerana e foi publicado em 2021 pela Scortecci Editora. Trata-se de um romance de apenas 115 páginas, mas não ache você que pelo número de páginas a história que ali está narrada é algo pueril, pelo contrário, acreditamos que a arte de escrever está no fato de uma pessoa conseguir narrar com profundidade e dizer tudo em poucas palavras, frases e, portanto, em poucas páginas.


No livro acompanhamos a história de Durvalino, mais conhecido como Durval que, como muitos brasileiros, saíram do Nordeste para o Sudeste em busca de novas e melhores oportunidades de trabalho. Ele, um pernambucano vivendo no Sertão, primeiro se muda para a capital para se formar médico e depois migra para São Paulo, onde conhece a doce e jovem Marília e a reboque, os seus cuidados pais, Anacleto e a Clotilde.

O livro narra a história de Anacleto e Clotilde em conjunto com o a de Durvalino e Marília e também de um personagem secundário, porém muito impactante na trama, que é o Agostinho chamado de Tinhão Sem Pernas, um garoto que se tornou mendigo nas ruas da capital paulista.

Escritores que narram histórias paralelas demonstram o domínio da escrita e da arte de elaborar tramas, pois trabalhar com vários personagens e acontecimentos ao mesmo tempo e conseguir encadeá-los e organizá-los numa história é realmente para poucos. Quase sempre vemos em escritores que começam bem e se perdem no meio da trama, deixando trazendo e sumindo personagens sem explicações ou deixando-os "soltos" na trama sem uma ligação com a história principal.

O mais gostoso do livro é a sensação de conhecermos a história de duas famílias: a de Durval, como Durvalino é chamado e a da Marília, sua namorada. Conhecer a história da família da namorada, no caso de Anacleto e Clotilde é viajar pela São Paulo antiga e pela construção de Brasília. Nesse ponto a escritora demonstrou bastante cuidado em descrever as paisagens e acontecimentos históricos com rigor, o que demonstra um cuidadoso processo de pesquisa história e geográfica que deixou o texto com muito mais verossimilhança.

Também destacamos o personagem Agostinho que aparece na trama num primeiro momento de forma aparentemente despretensiosa, mas num segundo momento a escritora dá uma atenção a sua história que, com certeza, impacta o leitor haja vista a semelhança que ele tem como outros "Agostinhos" que nós temos atualmente pelas ruas de São Paulo. 

O romance nos provoca uma reflexão sobre as escolhas que nós fazemos, também sobre os momentos que nós vivenciamos e que na maior parte das vezes não aproveitamos como deveria e não damos importância, mas somente quando eles se tornam lembranças e memórias é que damos importância, mas daí já é tarde para aproveitarmos novamente.

No fim do livro a escritora vai estabelecendo um destino para todos os personagens e nos surpreende, pois no meio do livro a cabeça do leitor já consegue imaginar e traçar como será o destino de cada um, mas de forma majestosa e incrível parece que a escritora sabia o que o leitor iria desejar para cada personagem e muda completamente o fim, deixando-nos surpresos e um gostinho de sabermos o que os aguarda no futuro, algo que poderá ser explorado numa continuação. 

Também é praticamente no fim da trama que vamos entender o porquê do título do livro, algo que está "escondido" na trama. Iniciamos o livro, lemos as orelhas dele e a sinopse e não conseguimos compreender o porquê do título, mas quando os encontramos na trama faz todo o sentido e dá ao leitor uma alívio (risos). Já leu algum livro e não entendeu o porquê do título? Não é angustiante?

A Fernanda Cangerana foi um dos talentos nacionais que descobrimos pelo poder das redes sociais. Demonstra ser uma romancista de mão cheia e com muito talento. Estamos ansiosos para ler os seus próximos livros, pois pelo que ela falou em nossa entrevista em breve teremos um novo livro.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Comece a pensar como os ricos

A proposta principal do livro Os segredos da mente milionária do escritor canadense T. Harv Eker e publicado no Brasil pela Sextante, é provocar no leitor uma mudança de consciência em relação ao dinheiro e a produção de riqueza, para tanto, o autor na primeira parte do livro apresenta o conceito de modelo de dinheiro que cada um de nós temos. Para o autor, a maior parte da forma como que nós lidamos com o dinheiro deriva da forma como que os nossos pais lidavam com ele. Aqui o autor leva o leitor a fazer uma reflexão sobre esses modelos e a substituí-los, se necessário, por outros modelos que possam levar uma pessoa a enriquecer.



Na segunda parte do livro, o autor traz o que ele denominou de "arquivos de riqueza". São dezessete modos de pensar e agir que distinguem os ricos das pessoas de mentalidade pobre. 

Os segredos da mente milionária não é à toa que atingiu no Brasil a marca de mais de um milhão de cópias vendidas em grande parte pelo seu mérito de instruir as pessoas a seguir um caminho de prosperidade e conquista, sem utilizar frases de efeito e nem de exemplos que para um cidadão comum soam como impossíveis.

Atribuímos parte do sucesso da obra no fato de que o autor está preocupado em provocar no leitor uma reflexão sobre o seu modo de pensar o dinheiro e o livro gasta nisso uma boa primeira parte. Como se estivéssemos num divã de terapeuta, somos levados a refazer a nossa trajetória e identificar em nossa história os episódios que foram forjando em nós a forma com que lidamos com o dinheiro. Ponto para o livro!

Os "arquivos de riqueza" são provocativos. Sentimos um baque e respiramos fundo em alguns momentos, pois somos confrontados com novas formas de pensar entrando em choque com as nossas formas de pensar velhas e carcomidas, quase sempre muito díspares a dos ricos e é aqui que identificamos como mais um mérito do livro: o de conseguir provocar em nós esse choque e não somente isso, mas, por meio dos exercícios e das repetições, uma alteração em nosso pensamento, em nosso "disco rígido". 

O autor recomenda que o leitor guarde na memória cada um desses arquivos repetindo todos os dias as declarações. Assim, o leitor se posicionará diante da vida e, sobretudo, diante do dinheiro de um modo totalmente diferente. A partir desse ponto, fará novas escolhas, tomará novas decisões e obterá novos resultados. 

Além da repetição das declarações, o autor recomenda que o leitor, para acelerar o processo, não deixe de executar os exercícios práticos relacionados no fim de cada um dos "arquivos da riqueza". Para o autor, os exercícios de ação são obrigatórios, pois para que a mudança seja permanente a programação do nosso cérebro precisa ser refeita, portanto, a gente precisa colocar a teoria em prática. Harv Eker afirma que a repetição é a mãe do aprendizado e que quanto mais estudarmos o livro, mais rapidamente os seus conceitos se tornarão naturais e automáticos.

A grande qualidade do livro é levar-nos a observação do nosso modo de pensar e a desafiar os nossos pensamentos, hábitos e as nossas ações limitadoras e prejudiciais em relação ao dinheiro numa tomada de consciência de tal magnitude, que nós teremos condições de observar os nossos pensamentos e as ações para poder agirmos com base em escolhas feitas no presente e não na nossa programação passada.

Se interessou pelo livro?
Conheça o nosso acervo (que não para de crescer!) e adquira este e outros livros.       

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

A história do personagem bíblico Zaqueu contada de outra forma

Você já dever ter lido ou escutado a história de um personagem bíblico que aparece no livro de Lucas. Caso não, vamos lá... A Bíblia conta que havia um homem judeu e chefe dos publicanos, ou seja, fiscalizava o que os cobradores de impostos faziam. Trabalhava na ocasião para o império romano que dominava na época de Cristo a Judeia.

Ouvindo falar sobre Jesus Cristo e que ele passaria perto de onde estava, Zaqueu foi até a rua e devido a sua baixa estatura, subiu numa árvore (sicômoro). Cristo ao passar debaixo dela, olhou para o alto, viu aquele homem e sem ao menos o conhecer, o chamou pelo nome. Zaqueu desceu depressa daquela árvore e recebeu Jesus levando-o para a sua casa embaixo de muita crítica do povo judeu, porque diziam que ele era pecador e, claro, ao ser cobrador de imposto e também chefe dos cobradores poderia ter defraudado alguém. Sobre isso ele prontamente disse para Jesus que devolveria quadruplicado para alguma pessoa que tivesse se sentido prejudicado.

A história que a Bíblia nos traz está resumidamente contada nos últimos dois parágrafos, mas se você se interessou em saber melhor a história de vida desse personagem não pode deixar de ler o livro "O maior sucesso do mundo", de Og Mandino e publicado nos anos 1980 pela Editora Record.


O escritor Og Mandino tornou-se conhecido por escrever livros de auto-ajuda que se tornaram best-seller em todo o mundo. Nesta obra, ele criou, de forma ficcional, uma narrativa interessantíssima sobre a trajetória de vida do personagem Zaqueu e ao contá-la vai trazendo informações para o leitor como ser alguém bem-sucedido (lembra, o livro é de auto-ajuda), por exemplo. No fim do livro, há mais de dez conselhos ditos por Zaqueu para que toda a pessoa tenha "o maior sucesso do mundo".

Se interessou pelo livro?
Conheça o nosso acervo (que não para de crescer!) e adquira este e outros livros. Acesse:
http://www.estantevirtual.com.br/sebo-miranda