domingo, 12 de janeiro de 2020

A história da Igreja Universal do Reino de Deus

O livro O reino: A história de Edir Macedo e uma radiografia da Igreja Universal é fruto de um trabalho jornalístico bem elaborado pelo jornalista Gilberto Nascimento. Todas as informações são referenciadas, o que acrescentou muitas páginas ao final dele indicando cada fonte de onde a informação foi obtida. O texto foi construído com muitas fontes. O jornalista se mostrou hábil em encadeá-las deixando um texto ricamente bem informativo utilizando-se de uma linguagem leve para desnudar toda a trajetória do bispo Edir Macedo, desde o seu nascimento até o último desafio de sua vida que é a escolha de quem será o seu sucessor quando a sua idade já não vai mais o possibilitar estar à frente do império que o construiu ao longo de 43 anos.


O único capítulo que se mostrou enfadonho na leitura diz respeito aos processos que a Igreja Universal teve e ainda tem na Justiça tanto brasileira quanto no exterior. Aliás, vale a pena ressaltar que inacreditavelmente até hoje ninguém da IURD ou a própria instituição foi condenada, apesar das inúmeras acusações que pairam sobre as suas atividades no Brasil e no exterior.

O livro não toma partido em acusar ou defender a igreja. Faz uma grande oferta de informações de forma imparcial, como deve ser um sério trabalho jornalístico, deixando as conclusões para os leitores. O que nos chama a atenção é o poder de crescimento de uma igreja que nasceu no fim da década de 1970 e em apenas um pouco mais de quatro décadas é detentora de inúmeras empresas - inclusive de um banco - e que alçou o seu líder máximo ao seleto grupo de bilionários, tudo, ao que lemos no livro, resultado da exploração da fé de milhões de fiéis que, provocados por hábeis pastores e bispos, creem na teologia da prosperidade, base do que a teologia denomina de neopentecostalismo.

Para Macedo, quando o fiel faz sua doação ou paga o dízimo, Deus contrai uma obrigação com ele e repreende "os espíritos devoradores que desgraçam a vida do ser humano nas doenças, acidentes, vícios, degradação social e em todos os setores da atividade humana que fazem sofrer". Ao dar provas de sua fidelidade a Deus, o fiel pode exigir uma contrapartida divina e expressar o desejo de prosperidade não como quem pede ou suplica, mas como quem reivindica um direito (p. 11). É assim que milhões ao provarem a sua fidelidade a Deus por meio de ofertas que o bispo construiu e expande o seu império a cada dia.

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